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Acalanto.

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Sim. Acalanto. “Sopram ao vento aventais de luz e esqueço pequenas dores. Deixo sombras às margens de mim, transfiro solidões e apenas respiro. A natureza já está no meu dentro Cálices e orquídeas superam o que pode ser esquecido.” Wilmar José Matter Foto aqui.

psst... o silêncio.

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Porque esteticamente perfeito. A imagem e as palavras. Em Poesia Portuguesa : Quando a ternura parece já do ofício fatigada, E o sono, a mais incerta barca, inda demora, Quando azuis irrompem os teus olhos e procuram nos meus navegação segura, é que eu te falo das palavras desamparadas e desertas, pelo silêncio fascinadas Eugénio de Andrade.

Balada.

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“ Olho-a através da vidraça. Pôs tudo da cor do linho. Passa gente e, quando passa, os passos imprime e traça na brancura do caminho... ” Extracto de “Balada da Neve”, de Augusto Gil , Luar de Janeiro

A Bíblia e a palha.

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A Bíblia, na versão do Sr. Presidente da Câmara Municipal do Município de Santa Cruz. Completa palha. Sem mais palavras ou comentários: seriam inócuos e inúteis ante a total ausência de fé. Tanto mais que a dita Bíblia já existe, ao contrário do que se quer fazer crer. Concerteza que este " upgrade " deve ser já o produto da "sala de operações" e do afamado "forum" que, como prometido, vai acabar com resultados dignos de registo: a imediata suspensão do PDM. A "notícia" - ou melhor, na falta dela, a propaganda: “O presidente da Câmara Municipal de Santa Cruz defende a criação de um Código da Edificação Municipal, que reunisse todos os códigos e regulamentos relativos a habitação e urbanismo. José Alberto Gonçalves acrescenta que tratar-se-ia de uma espécie de “bíblia” para o sector. O autarca diz que a ideia surge no seguimento da “Operação Arrasar”, decretada por Jardim e que tem como fim desburocratizar, ao máximo, a máquina da Administraç...

Despacho e requerimento de 16-1-06:

Folhetim "De Água Perdida ": disponível no especial o despacho do TAFF proferido no processo cautelar nº 11/06.2BEFUN no dia 16-1-2006. E o requerimento no qual se deu conta do incumprimento da providência cautelar provisória decretada pelo Tribunal no dia 13-1-2006 e notificada via fax nesse mesmo dia às 17.30 horas.

A conta do meu tempo.

A “Conta e Tempo”. De Laurindo José da Silva Rabelo : "Deus pede escrita a conta de meu tempo, É forçoso do tempo já dar conta; Mas como dar, em tempo, tanta conta, Eu que gastei, sem conta, tanto tempo? Para ter minha conta feita a tempo Dado me foi bem tempo e não fiz conta. Não quis sobrando tempo, fazer conta; Quero hoje fazer conta e falta tempo. Ó vós que tendes tempo sem ter conta, Não gasteis esse tempo em passatempo. Cuidai, enquanto é tempo, em fazer conta. Mas oh! Se os que contam com seu tempo Fizessem desse tempo alguma conta, Não choravam como eu, o não ter tempo."

Visão da política urbanística.

Na retórica (?) do comum dos mortais e das suas opções pessoais e individuais gostos e estética não se discute. Deve-se aceitar e, nalguns casos, tolerar. É uma margem de liberdade e de livre arbítrio. Já na veborreia dos que assumem responsabilidades políticas, maxime responsabilidades urbanísticas e de ordenamento, é vital e imprescindível discutí-las e questioná-las. Ao invés do que se quer fazer crer, não estamos no domínio de puros voluntarismos individuais. Estamos sim ante o verdadeiro núcleo da política urbanística, no qual o Sr. Vereador com o Pelouro do Urbanismo e a Srª Câmara Municipal podem e devem disciplinar. Tornar evidente e claro o que, por exemplo, entendem - se é que entendem! - por "estética das povoações", "inserção no ambiente urbano" ou "a beleza das paisagens". E isso é - quer se goste ou não, seja cómodo ou não - optar e escolher às claras e sem mácula democrática. E escolher por uma certa estética ou noção de estética em detrim...