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Da ignorância

"Hoje, pela estranha irrelevância do que escrevo e pela demais sobriedade do que muitos outros debitam, sirvo-me da escrita de um amigo. Se 2009 já o foi, ignoro se 2010 também o será. Porventura mais do que as palavras que se seguem: “ A ignorância campeia a rodos. E pela e com a ignorância - refinada de uns e colossal de outros - a saloiada – mais queque aqui, mais grosseira acolá ou mais bucólica ali – tudo e todos julga, fazendo uso do crivo da sua putativa e pífia inteligência. E sem que a burrice seja sequer mitigada por mínimo bom senso. Sem remédio, pois .” Rogério Freitas Sousa, Antes pelo Contrário , 2009." Élvio Sousa , in Diário Cidade, ed. 4.1.2010, p. 4.

Flauta de Pan

A todos que, coicindentemente, possam por aqui passar. Com votos de Boas Festas.

Sangue, suor e muitas lágrimas

"Provavelmente mais cedo do que se imagina, vamos aterrar na realidade com estrondo, sangue, suor e muitas lágrimas. O senhor presidente relativo do Conselho anunciou com imenso orgulho que é tempo do TGV passar do papel ao terreno. Feliz consigo mesmo, anunciou pela milésima vez aos indígenas que a obra vai dar emprego e ajudar à recuperação económica. Patranhas que a própria realidade já desmente e que o futuro próximo vai atirar definitivamente para o lixo. Conhece-se o estado a que o sítio chegou. Défice descontrolado, dívida pública galopante e um endividamento externo alarmante. Para além disso, o desemprego não pára de subir e o número de pessoas com fome aumenta todos os dias. Os sinais de alarme vêm de fora e alguns, ainda muito tímidos e desgarrados, cá de dentro. Mas nem os mais recentes exemplos externos servem para Governo e Oposição arrepiarem caminho e, de uma vez para sempre, virem dizer aos indígenas que o modelo económico está errado há muitos anos e ...

passages

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porque tudo é

Este meu espaço, dito de coisas nenhumas, virou espaço de silêncio. De silêncios. Muitos. De nadas. Pluriformes. À espera que as palavras possam, alguma vez, ser melhores que os silêncios. Os meus.