é assim! Responsabilidade Passadas que são algumas semanas sem escrever – do que me penintencio –, eis que já somos, agora, chegados ao pós-anúncio das (provisórias) traves mestras das ditas medidas de austeridade com que o novo ano nos mimoseia. Serve tal circunstância – e não é nada que verdadeiramente não se devesse expectar depois de décadas de enreigado, persistente e indisfarçável folclore e contínuo engodo para acéfalos, feito de betão, pão e água, com que muitos (a maioria e muitas das maiorias das minorias) se deixaram moldar – para centrarmo-nos num conceito filosófico essencial, e não na pequena e corriqueira realidade, qual seja o da Responsabilidade. O qual conceito, e sua consequência, que, por estes tempos, assaz queima, muito mais que lume. É limitar-se a vê-los, pois, a sacudir a água do capote com a maior desfaçatez, quando se impunha precisamente o inverso. De facto, a responsabilidade (cuja origem linguística provem do grego (“respon” = indepen...
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é assim | a estrada da sintese
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"Um dos meios primordiais e absolutamente imprescindível para a tomada de consciência e evolução conscencial do Ser é, creio que sem dúvida, a assunção por parte de cada Um, de forma plena, verdadeira e consequente, do método dialéctico. De facto, desde os Gregos, a dialéctica consubstancia um diálogo em permanência entre factos (na acepção mais ampla que se possa imaginar de factos) contrapostos/contraditórios, de cuja contraposição e contradição é ela própria geradora de outros e diferentes factos. Divulgada com maior ênfase por Hegel, o método dialéctico assenta numa tese (facto, afirmação ou situação inicial), numa antítese (negação desse facto, afirmação ou situação inicial) e numa síntese. Esta última nasce da essência do conflito imanente entre a tese (afirmação/negação) e a antítese (negação/afirmação, respectivamente) e que dá lugar a um novo e diferente facto, afirmação ou situação, por comparação com os pontos de partida, ainda que contenha toda a essênci...