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A mostrar mensagens de Outubro, 2006

"A volúpia da absorção"

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O primeiro post. Em repetição. E um ano depois.

A imoralidade.

«Exmos Senhores Administradores do Banco... e dos outros bancos

Gostaria de saber se os senhores aceitariam pagar uma taxa, uma pequena taxa mensal, pela existência da padaria na esquina da v/. rua, ou pela existência do posto de gasolina ou da farmácia ou da tabacaria, ou de qualquer outro desses serviços indispensáveis ao nosso dia-a-dia.

Funcionaria desta forma:

Todos os meses os senhores e todos os usuários, pagariam uma pequena taxa para a manutenção dos serviços (padaria, farmácia, mecânico, tabacaria, frutaria, etc.). Uma taxa que não garantiria nenhum direito extraordinário ao utilizador.

Serviria apenas para enriquecer os proprietários sob a alegação de que serviria para manter um serviço de alta qualidade ou para amortizar investimentos.

Por qualquer produto adquirido (um pão, um remédio, uns litros de combustível, etc.) o utilizador pagaria os preços de mercado ou,dependendo do produto, até ligeiramente acima do preço de mercado.

Que tal?

Pois, ontem saí do Banco .... com a certez…

A lei e o parecer.

"Estava a lei acabada de fazer a despedir-se do legislador, chegou-se-lhe ao pé o parecer logo armado em conquistador. Então esses parágrafos como vão?» Perguntou ele com jeito sedutor. - «Ai vão para aqui numa confusão!» Disse a letra com virginal pudor. - «Deixe isso comigo». E num instante sacou os Ray-Ban... Quando sorriu, fê-lo com um olhar tão interpretante que o fecho éclair da letra se lhe abriu. Com a ratio legis toda à mostra o parecer não podia resistir, e toda a hermenêutica foi suposta no que o espírito podia consentir. Explorou-lhe o sentido mais extenso que o elemento literal lhe permitia; ensaiou o «a contrario sensu» e chegou a arriscar na analogia. Aplicou-lhe a maioria de razão dilatando-lhe o implícito contingente, de tal forma que, toda a enunciação, se abriu co-normativa de repente. Todos os sentidos que a lei assim mostrou recortaram um quadro tão sugestivo que, mal os considerandos antegozou logo se lhe arqueou o remate conclusivo. O parecer ficou exausto depois disto... mas parecia u…

Eleições? É só apostar.

Demissão do Presidente do Governo Regional e eleições regionais antecepidas? Baralhar e voltar a dar cartas de novo? Em pleno "choque" com a Républica e numa guerra de surdos? Alterando, a seu bel prazer, todo o calendário eleitoral nacional nos próximos cinco anos? Encostando a rosa da terra a um muro de betão sem ver o sol e o horizonte por mais uns larguíssimos anos? Remetendo e adiando tudo para outras conjunturas políticas, sociais, económicas e financeiras?
A ser, como afiança hoje o DN, será o regresso da Política. Regresso através de um acto cirúrgico, preciso e - goste-se ou não, concorde-se ou não, criteque-se ou não, escapelize-se ou não - quase mortal.
Só resta saber para quem: se para a Oposição aveludada, de verbo fácil e reactiva que todos os dias pulula nas rádios, tv e jornais ou, ao invés, para aquelaoutra - rarissíma! - proactiva, estratégica e fazedora. É só apostar.

ASVC?

Alguém já ouviu falar da "Autoridade Sanitária Veterinária Concelhia"? Só se fôr em Marte.

A núvem.

O “Sol” virou cinzenta nuvem. É normal, agora que estamos em pleno Outono. Pelo menos com a anunciada “Guerra do betão na Madeira” e com a mescla que na página par nº 18 consta.
Após ler e reler, só se pode reter que o aí fotografado está, serenamente, a olhar para os lustrosos sapatos do novo Presidente do STJ. Que valha, pelo menos, isso.