20 Maio, 2013

na compaixão



"No amor há gratidão, há uma profunda gratidão. Sabemos que o outro não é uma coisa. Sabemos que o outro tem uma grandeza, uma alma, uma individualidade. No amor damos ao outro liberdade total. É óbvio que damos e recebemos; é uma relação de dar e receber, mas com respeito. O sexo é uma relação de dar e receber, mas sem respeito.
Na compaixão simplesmente damos. Na nossa mente não ha qualquer expectativa de receber nada, simplismente partilhamos. Não é que não recebamos nada! Recebemo-lo de volta multiplicado por um milhão, mas é acidental, é uma consequência natural. Não estamos a pensar em recebê-lo".
Osho, "compaixão".

18 Maio, 2013

sê livre.

"A vida mantem um equilíbrio entre os polos opostos. Por isso, só alguém que esteja pronto para aceitar a responsabilidade de ser ele mesmo, com todas as suas belezas, amarguras, alegrias e agonias, pode ser livre. Só uma pessoa assim pode ser livre.
A vida em toda a sua agonia e todo o seu êxtase - ambos são seus. E lembre-se sempre: o êxtase não pode viver sem a agonia, a vida não pode existir sem a morte e a alegria não pode existir sem a tristeza. É assim que as coisas são - não há nada a fazer quanto a isso. É esta a própria natureza, o verdadeiro Tao das coisas.
Aceite a responsabilidade de ser você mesmo, tal como é, com tudo o que tem de bom e de tudo que tem de mau, com tudo o que é belo e que não é belo.
Com essa aceitação dá-se uma transcendência e o individuo torna-se livre".
OSHO, in "Liberdade".
 

10 Maio, 2013

seja, sendo.



Já aqui disse e agora reitero: TUDO o que se manifesta e revela na EXISTENCIA tem um firme propósito, dotado de inteligência em si mesma, ordenado a fins maiores e comungando da natureza intrinseca dessa mesma existência. Basta-se, na singeleza e pureza do que É, em simplesmente SER!
Por isso, seja simplesmente o que É, sempre sentindo. Seja-o na sua totalidade, plenitude, integralidade. Seja-o no amor, compaixão e abnegação incondicionais.Surpreender-se-á, no seu estar só, com a indescritível beleza e encanto do teu Ser, mescla de estrelas e cores que se quer te revelar e do qual foges.

01 Maio, 2013

22 Abril, 2013

incondicional




Amar no incondicional é sempre um acto de Liberdade e de Aceitação. É sempre um acto de dar e dar-se, e aceitar em comunhão e de coração aberto, sem condição alguma. Que se realiza só nesse acto, sem nada em troca porque não é mercantil. É ontico! Nunca deve ser, porque É simplesmente. E realiza-se na plenitude de cada acto de liberdade, de doação e de aceitação.
Jamais é ou pode ser carcere. Jamais é ou pode ser apossamento - o Ser jamais será uma "coisa" e muito menos apropriável. Jamais amar no incondicional será ou pode ser escravidão, receber sem antes dar, exigir ou impôr ou qualquer vil acto de posse ou de limitação da Liberdade individual alheia. Como jamais pode ser "anelares dourados", quaisquer contratos ou outros estados de negação.
Quem assim pensa, age e actua, de qualquer forma ou feitio, jamais ama, a começar pelo próprio. E jamais ama outrem. Limita-se simplesmente a escravizar-se e a escravizar!

04 Abril, 2013



A dualidade é, e deve ser, uma ilusão, pelo menos mental, que deve ser sempre consciente. A unidade é Una e uma só. Ela mescla-se, à boa maneira taoista, de amor e aceitação incondicionais, quais faces simétricas da mesma e única moeda. Mesmo que, no limiar, uma parte do Ser se desvaneça às mãos da segunda (a aceitação) sem que o primeiro (o amor) saiba ou possa confortar.


20 Março, 2013

em plenitude




A demanda universal e individual de cada Ser é simplesmente a de que cada um seja o que É. Mesmo que conscientemente não saiba o que é. Sem virtualidades, sem dualidades, sem máscaras, sem renúncias a ser, sem artificialidades ou outros quejandos, em voga. Descortinando, sempre e ad continuum, a essência da aparência, o essencial do acessório, o relevante do fútil. Só assim pode o Ser ir sendo, em correspondência àquilo que É. E realizando-se, em plenitude.

19 Março, 2013

humanidade

«Recordemos que o ódio, a inveja, a soberba envenenam a vida. Quero com isto dizer que devemos vigiar os nossos sentimentos, o nosso coração, porque é ali que estão as nossas intenções, aquelas que constroem e aquelas que destroem. Não devemos ter medo da bondade, nem da ternura» - Papa Francisco, hoje.
Não, não é religião, muito menos católica, apóstólica romana. É muito mais, mais simples e universal: é simplesmente humanidade.