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A mostrar mensagens de Agosto, 2006
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O eivo.

O sistema engripou.

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Os folhetins - sim, os folhetins e não o folhetim - em torno de denominado "Caso Mateus" que envolve a Liga Portuguesa de Futebol Profissional, a Federação Portuguesa de Futebol e a FIFA tem sido um entretenimento nestes dias.
De bradar aos céus e surreal, mas, ainda assim, um passatempo. É a prova acabada que com essas coisas das leis e regulamentos (?) desportivos e não desportivos aplicadas por tribunais independentes do Estado, em processos judiciais - que não com os processos (?) das suas Comissões e Conselhos de Disciplina e Justiça - o sistema da bola engripa. Ao ver que, pé a pé, o Estado de Direito e a legalidade administrativa vai dando passos pela coutada dele adentro. O que, se atentos estivessem e competentes fossem, já podiam ter antevisto e aprendido com casos recentes (p.e., caso Lacroix).

Acções populares visam "interesses partidários"

"Em relação às polémicas acções populares, um dos temas mais complicados para a CMF neste mandato, o presidente da Câmara afirma que houve aproveitamento partidário. Sem aprofundar muito esta matéria, Albuquerque lamenta que esse aproveitamento tenha sido feito à conta de uma lei alterada no Governo de Durão Barroso, lei essa que «deve ter sido aprovada com os pés». Isto, adianta, por permitir «a violação do princípio do contraditório» por parte de quem é penalizado «antes de exercer o seu direito de defesa». O edil lembra, a título de exemplo, que «a paragem imediata de uma obra grande tem custos de milhares e milhares de euros», independentemente de o promotor ter ou não razão. Além dos casos mais mediáticos, o autarca adianta que este mecanismo legal está a provocar «distorções no mercado», «abusos de direitos e a chantagens entre vizinhos». Albuquerque explica que o problema não está no direito dos cidadãos recorrerem às acções populares, mas sim numa legislação que «não asse…

Voláteis critérios.

Bandalho, no dizer do dicionário, é "s. m., homem andrajoso; desprezível; fig., pessoa sem dignidade nem pundonor; pessoa indecente". Quem assim é apelidado "queixa-se" à Assembleia da Républica e - seguramente pelo seu bom nome, consideração e honra não ter sido beliscada! - não deduz queixa-crime. Voláteis critérios...

De.

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De lá. E de cá.

Turismo Rural.

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As férias do nosso cansaço. O turismo rural em aversão. De autor desconhecido e chegado por email: "Trata-se de um desporto nacional que antes se chamava "ir à terra". A diferença é que se fores à tua terra, vais de borla, e se fizeres turismo rural vais a uma terra que não é a tua e pagas uma pipa de massa. Para fazer turismo rural não serve qualquer terra. Tem de ser uma Terra "com encanto". E o que é uma terra "com encanto"? Obviamente, é uma terra que está num guia de terras "com encanto". Está-se mesmo a ver. A estas terras chega-se normalmente por uma estrada municipal "com encanto", que é uma estrada com tantos buracos e tantas curvas que quando chegas à terra estás mortinho para sair do carro. E quando entras no café tentas integrar-te com os vizinhos: - "Bom dia, compadres! O que é que é típico daqui?" E o gajo do café pensa: "-Aqui o típico é que venham os artolas da cidade ao fim-de-semana gastar duzentos …

Capital à medida do país.

Que dizer da obra na Lapa/Infante Santo, em plena cidade de Lisboa? Que dizer da absurda situação de uma construção de milhões que entra pelos olhos a dentro de todos e, não obstante, tenha sido totalmente ignorada pelo Município, seus órgãos e agentes? Que dizer da pornográfica passividade dos cidadãos e associações da cidade e zona metropolitana contra uma construção ilegal. Será que em tanto milhões elite nacional não há sequer um - sim só um! - que, no meio de tanto cosmopolitismo, cultura, saber, recursos e meios, se rebele e reaja no sentido de fazer parar a execução da obra? Será que nem Ministério Público existe junto do Tribunal Administrativo e Fiscal de Lisboa ou, também, não deu pela obra?
A tanta pergunta nada se diz, limitamo-nos a constatar: É uma pouca vergonha! E mais se constata que para um pais inculto e atrasado, temos uma capital à medida: igualmente inculta, atrasada e terceiro mundista. PS - Curioso "SOS Infante Santo" (http://www.sosinfantesanto.com/). …