por mim



 
rogério sousa
 
 

"Manifesta-se através de mim, bem longe da minha vontade, da minha mente e muito para além da minha disponibilidade, traços que se me revelam e aos quais limito-me a aceitar como dádivas do Universo, porque nucleares para a minha consciência individual do que Sou.
O da espiritualidade - e todo o ser é espiritual, por natureza inalienável - que me vai facultando compreensão às perguntas fundamentais da própria Existência enquanto tal. E serve de meu guia mestre.
O da Linguagem Vibratória da Vida que constitui, acima de tudo, revelação de mim mesmo para comigo próprio, em contínuo e em permanência. E a capacidade, ainda muito parca e ténue, de simplesmente retribuir ao Universo, dando alguma ajuda ou protecção a quem o queira, quando se possa e deva.
O das memórias de terapeuta holístico, obtidas noutras precedências e noutros locais, e que vou sentindo cada vez mais presente e que minhas não faço.
O Ser que, de acordo com a minha Natureza Maior de que não duvido, sou de Amor, Compaixão, Aceitação e Confiança incondicionais. E isto mesmo que o Universo, na sua infinita sabedoria e inteligência, nos confronte ao colocar a Alma a latejar de impotência total e o Espírito a ter de aceitar sem condição que uma parte possa, por ora, querer simplesmente dar por finda a sua "comissão de serviço".
Por uma vez, este sou eu."
 
 
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nota em Aspersões (2011):

"Tanto quanto tangivelmente é-me possível confessar - e como já escrevi nos, impropriamente meus, “Enleias-me?” (2008) e “Antes pelo Contrário” (2009) -, confesso que continuo a não saber “que traços me querem e que notas me intuem”. Nem tão pouco se o “dobrar da esquina, do horizonte cego e da crua voragem” terá chegado ou, se sim, se disso já dei conta, tão míope sou.

Tenho a firme convicção que continuo a ser e que serei “Luz, Sombra e Vertigem” à confiança do Ser que Sou, cujo meu nome é, e agora bem constato, uma sua não menos significativa expressão.
Julgo saber, experienciando e sentindo, que alguma, ainda parca e ténue, Luz se abeirou da penumbra do meu devir, qual farol de foco permanente na tormenta que bonança se transmuta ad eternum, que gratamente reconheço e aceito, e que permite abeirar-me do que na aparência é intangível.

É neste diapasão que a minha poesia é-me, pelo menos para mim mesmo, na sua pura essência inteligível, perceptível, omnipresente e congruente. Também, emocionalmente. E sem emoção não há poesia, pelo menos para mim e por enquanto.
Assim é, igualmente, com as ilustrações gráficas que os meus silêncios e a minha mudez – e sou aqui filho de quem sou! - criam, ao sabor do que já não tento racionalizar nem submeter à redutora lógica.

E que tudo – a poesia e ilustrações - é, também e inexoravelmente, o que Sou, no limiar da vibração e energia que me fez, e faz, Ser. Aqui e agora e, modestamente, para todo o Sempre. (...)
Funchal, 7 de Março de 2011." foto: Miguel Nunes

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De "A a Z", de Agosto de 2011, na revista Saber:

            - 1ª parte:  http://directriz.blogspot.com/2011/08/a-z-1-parte.html

            - 2ª parte: http://directriz.blogspot.com/2011/09/a-z-2-parte.html

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nota em Enleias-me?:

"Pedem-me, a mim, traços do que fui e, porventura, do seu sou. Como posso fazê-lo? Se o dealbar, em que me conhecerei, ainda virá. Se no dobrar da esquina, do horizonte cego e da crua voragem, ignoro tudo quanto se pode ignorar. E se não sei tão pouco que traços me querem e que notas me intuem. Sei unicamente que fui, sou e serei Luz, Sombra e Vertigem. À guarda e confiança de um só nome, o meu: Rogério Freitas Sousa.
Para que não se pense que nada se diz: licenciado em Direito. Advogado e fundador da RFS [http://www.rfsadvogados.pt].
Ex-docente, ex-jornalista, ex-ajudante e ex-servente. Natural de São Roque do Faial, Madeira. Domiciliado no Funchal."

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link na Open Library: 
http://openlibrary.org/authors/OL6715240A/Rogério_Freitas_Sousa

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