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A mostrar mensagens de Agosto, 2014

só a testemunha pode realmente dançar.

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"Sim! Efectivamente, só uma consciência que testemunha pode realmente cantar, dançar e saborear a vida. Pode parecer um paradoxo - e é! -, mas tudo o que é verdadeiro é sempre paradoxal. Lembre-se: se a verdade não for paradoxal, então nem sequer é verdade, será outra coisa qualquer. O paradoxo é uma qualidade fundamental e intrínseca da verdade. Deixe-o afundar no seu coração para sempre; a verdade enquanto tal é paradoxal. Embora todos os paradoxos não sejam verdade, todas as verdades são paradoxos. A verdade tem de ser um paradoxo, porque tem de ser bipolar, com o polo negativo e o positivo, sendo no entanto uma transcendência. Tem de ser vida e morte, e mais. Com "mais" quero dizer a transcendência de ambos - ambos e ambos não. A verdade é o paradoxo supremo. Quando habita a mente, como pode cantar? A mente cria infelicidade; da infelicidade não pode resultar canção. Quando habita a mente, como pode dançar. Sim, pode representar determinados gestos vazios, mas não …

anular-se

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Amar é, no essencial, aceitar-se a si mesmo. Toda a fuga, guerra e luta (interna e externa, consciente ou inconsciente) que lhe é inerente e consequente (consigo, com os outros, com tudo e até com a sua alma ou com as pedras da calçada) é, antes de mais e antes de tudo, uma não aceitação. Até porque nenhum ser pode dar genuinamente o que não tem, o que não sente ou o que não É. Quando assim alguém tenta - e é o que mais se vê e assiste! - nenhum acto existencial genuíno ou verdadeiro de dar realiza e materializa. Aí limita-se irresponsavelmente a anular-se. E esse é um direito que, de forma simples, não lhe assiste.