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A mostrar mensagens de Janeiro, 2007

Bis.

"Palmas porque é festa! No passado dia 10, foi publicada a Resolução nº 1/2007/M do Conselho do Governo Regional, que ratificou a suspensão parcial do plano director municipal do Município do Funchal e as medidas preventivas a sujeitar as áreas suspensas, aprovadas - uma e outras - por deliberação da Assembleia Municipal de 29 de Setembro de 2006.
Não convém esquecer que a dita suspensão parcial do plano director da iniciativa do Município do Funchal incidia sobre os “espaços urbanos, zona mista habitacional e terciária, central, habitacional, turística, de paisagem humanizada protegida do Monte, industriais, de equipamentos colectivos e serviços públicos, quintas e outras zonas verdes privadas...”. E que teve por objecto um vasto conjunto de pontuais e cirúrgicas regras do respectivo regulamento municipal. Seguramente seleccionadas à lupa grada para que o regabofe continue e seja incrementado, sem mais problemas com ilegalidades – maiores ou menores - do dia a dia.
Neste contexto, …

Anedota?

"Não correu bem a história dos planos directores. Chegou-se ao ponto de, em concelhos onde passam vias rápidas e vias expresso, as mesmas nem constarem dos planos. Temos de dar uma volta a isto". Um dias destes no jornal-mor do regime.
É humor negro, brincadeira de mau gosto, imaculada irresponsabilidade ou despudor sem igual?

A ler.

"A Democracia e os poderes do Ministério Público Português". No último número da revista "O Direito".
Leitura que se aconselha a todos. Mesmo - e em especial - aos agentes do MP e aos inúmeros defensores do politicamente correcto.

A voragem.

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A Resolução nº 1/2007/M do Conselho do Governo Regional da Região Autónoma foi publicada no Diário da Républica. E, assim, suspende parcialmente o Plano Director do Funchal.
Nem os "ossos" de um planeamento urbanístico inexistente resiste à voragem da irresponsabilidade.

Pensam eles.

Nada se pode esperar do pagode. Pelo menos daquele que olha para cima e religiosamente diz amém ao exemplo - ou a falta dele! - dos que, pelas suas responsabilidades, a tanto estavam obrigados.
As curtas linhas hoje no DN sobre Câmara de Lobos são paradigmática: na terra de cegos, a lei é um descartável. Tipo "penso rápido": quando não serve - aqui-d'el-rei! - subsituiu-se por outro mais permissivo, mais elástico e mais absorvente para que nenhuma porcaria do regime, vulgo betão, fique à mostra.
Ainda bem que é assim que pensam eles.

Memória futura.

Há dias num jornal, com um toque de surrealismo:

"Expresso: É verdade que fez um depoimento para memória futura ao juiz de instrução do processo "Apito Dourado"?
Carolina Salgado: Não tenho memória futura, só tenho memória passada."

Ai, UC.

UC* para 2007 e 2008 no montante 96,00 € [noventa e seis euros]? Num aumento superior a 7,5% [sete e meio por cento]?
Não está nada mal, não senhor. Com a inflação a subir, o aumento tinha de ser líquido. Não fora ele - o aumento - para um sorvedouro chamado Estado.

*Unidade de Conta, a partir da qual se calculam as custas judiciais.