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A mostrar mensagens de Fevereiro, 2006

Tempo que era meu.

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"Quem me roubou o tempo que era um
quem me roubou o tempo que era meu
o tempo todo inteiro que sorria
onde o meu Eu foi mais limpo e verdadeiro
e onde por si mesmo o poema se escrevia"
Sophia de Mello Breyner Andresen,
in Relâmpago nº9, 10/2001 Foto daqui.

Arrendamento urbano.

Novo Regime do Arrendamento Urbano, constante da Lei nº 6/2006, foi ontem publicado. Introduz regime de actualização das rendas antigas. Altera o Código Civil, Código de Processo Civil, o Decreto-Lei nº 287/2003, o Código de Imposto Municipal sobre Imóveis e o Código do Registo Predial.

Seca água.

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"Seca água". De frente para "águas livres". E aqui.

A identificação? Ou... como adiar.

"Souto Moura pede a Gouveia para identificar "cobardes"
Conselho Superior do Ministério Público promete posição quando receber «elementos mais concretos»
O Procurador-Geral da República pediu a João Carlos Gouveia os nomes dos magistrados do Ministério Público (MP) que o socialista acusa de «cobardia» face ao poder político madeirense. Por escrito, Souto Moura também solicitou ao deputado do PS à Assembleia Legislativa que associasse tais nomes a casos concretos. Para simplificar a tarefa do parlamentar, seguiu uma lista na qual são identificadas as mais de duas dezenas de magistrados em funções na Região.Estes dados foram obtidos, ontem, pelo DIÁRIO, após o plenário do Conselho Superior do MP, que, entre outros, integra membros eleitos pela Assembleia da República e designados pelo ministro da Justiça, e é presidido pelo próprio Souto Moura. A informação oficial transmitida pelo respectivo gabinete, na sequência do discurso que o deputado fez a 8 de Fevereiro, não vai tã…

Aquário mas pouco.

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“De acordo com o responsável, o que se passou na sessão do passado dia 10 foi que uma pessoa, que não há certezas de que fosse concorrente (!?), pediu para ver o relatório da comissão de avaliação das propostas e as próprias propostas. Como manda a lei, prosseguiu, «foi-lhe dito que podia ver o relatório e que as propostas ficavam para outro momento» (!?), até porque havia sido decidido introduzir o anonimato dos concorrentes, para «permitir uma decisão mais livre» (!?). Neste sentido, disse, «o senhor achou que deveria sair naquele momento, e saiu». Pedro Ferreira, contudo, deixou claro que a comissão foi soberana na escolha e que o processo foi transparente.” (!) – extracto da notícia do JM sobre o Aquário.
Realmente, assim, é indiscutível e fora de dúvida que foi totalmente transparente. Será que quem assevera também sabe que foi transparente? Ou será que nem o próprio se consegue entender no meio deste arrazoado inócuo e ininteligível? PS - Não é hoje o dia da reacção oficial à falt…

Por escrever.

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Leia tudo.
Nestas linhas.


Em branco.
Por escrever.
Foto daqui.

Palavras.

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"São como cristal,
as palavras.
Algumas,
um punhal,
um incêndio"
Eugénio de Andrade.
Aqui.

"Embargo às licenças mantém-se

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O advogado da acção popular contra a Câmara lembra que nada mudou em relação à urbanização embargada.
A Câmara do Funchal apresentou o Plano de Urbanização de São João Norte como a saída para o embargo às "Moradias VIP", mas Rogério Sousa, advogado da acção popular, lembra que, para já, nada mudou. A autarquia continua sem poder passar as licenças de habitabilidade e as casas irão permanecer vazias por mais uns meses.
Segundo o advogado que interpôs a acção popular contra a Câmara (a que motivou depois o embargo à urbanização), o que foi anunciado é, de momento, a intenção de elaborar o Plano de Urbanização de São João. O documento não está pronto - só o estará dentro de uns meses - e, por isso, nada se alterou. A legalização só acontecerá quando o plano estiver pronto, concluído e aprovado. Ainda assim, Rogério Sousa sublinha que até mesmo nessa altura tudo dependerá do conteúdo final. O vereador João Rodrigues, do PSD, reconheceu que a situação das casas seria ponderada, mas…

Nada o quer de mim.

"Nada o quer de mim" e "Esse rio sem fim". De Fernando Pessoa. No Triz de Alma.

De interrogação?

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O Sr. Vereador da Câmara Municipal do Município do Funchal, eleito pelo CDS-PP, falou na rádio (Antena 1, diário das 23.00 horas). Como disse, é orientação da Câmara Municipal que o Plano de Urbanização de D. João "aprovado," e de que se fala, mantenha a área das afamadas "Casinhas VIP" zonada como "Quinta e Outras Zonas Verdes Privadas", como já está no PDM. Apesar de se estranhar não ter sido o Sr. Vereador com o Pelouro do Urbanismo a dar a novidade (?), certo é que a mesma, seguramente, descansou o mundo e a cidade. Afinal, anda tudo e todos (talvez mesmo os próprios...) enganados: gente ruim e maldosa. Repete-se: O PU do D. João vai manter as casinhas ilegais, segundo pretensa directriz de hoje da Câmara Municipal. Ponto final. Ou será, de interrogação? Foto daqui.
PS - Um reconhecido agradecimento, maior que tudo, ao Senhor Dr. Henrique Pontes Leça, ilustre Advogado. É merecido e sentido. Bem haja.

A coragem.

Valha-nos, pelo menos, a coragem de um Juiz para dizer o óbvio e evidente, não obstante já não o parecer no ensurcedor manto de silêncio de cá e de lá. E quando é necessário tornar evidente o que evidente é, pouco mais resta. O rei vai nú ou, melhor, em pele ressecada.

Qualidade (e a falta dela).

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Domingo. 17.50 h – Embarque para Lisboa. Num massificado, irrespirável e barulhento voo da "transportadora de bandeira". E, altamente, desconfortável, sem que, ao menos, se pudesse estender, como soi dizer-se, “as canelas” porque espaço ("pitch”), pura e simplesmente, não existia. Mais parecia – e era - sardinha enlatada. É a qualidade, versão TAP. Nada que devesse surpreender! Cinco anos deviam ter sido suficientes mas - para comparar e após dois voos na PGA – comparou-se de vez. Nunca mais, pelo menos quando o nunca fôr possível.

PS – Na dura comparação, aí que saudades do conforto, do silêncio, da comodidade, da qualidade de viajar – e gozar a viagem - num Fokker 100 ou num excelente Embraer 145 Private Jetonde, afinal e quiçá merecidamente, passamos a executivos. Onde nada falta. Nem que seja um docinho ao pôr os pés no avião ou um croquete em 40 minutos de viagem. Pois é. A qualidade está a mãos de semear.

A fantasia de Carnaval.

À distância, duas notas:
1ª- a estética e inserção urbana do mamarracho chamado "Hotel Vila Galé" na cidade(?) de Santa Cruz é arrasadora: mais parece um elefante numa loja de cristais. Não quebra nadinha.
2ª- o sr. louco deputado, segundo os seus confrades do PPD/PSD, põe, uma vez mais, a boca no trombone. Ainda que falte rigor nas suas afirmações, relevante e sintomático é o silêncio sepulcral de todos os visados. Seja de cá ou de lá. Sintoma que tudo isto é, afinal, uma fantasia de Carnaval.

Porto.

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Foto daqui.

Tempo.

"Tempo... que me anoitece a fronte, me intumesce o cérebro." Aqui.

Sucinto.

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Sucinto ou o glorioso mundo dos advogados.

“Professor, da Faculdade de Direito, perguntou a um dos seus alunos: - Laurentino, se você quiser dar uma laranja a uma pessoa chamada Sebastião, o que deverá dizer? O estudante respondeu: - Aqui está, Sebastião, uma laranja para você. O professor gritou, furioso: - Não! Não! Pense como um Profissional da Faculdade de Direito! O estudante pensou um pouco e então respondeu: - Está bem, eu refaço o que diria: Eu, Marcos Rosa Sentado, Advogado, por meio desta dou e concedo a você, Sebastião Lingrinhas, BI 6543254, NIF 50829092, morador na Rua do Alecrim, 32, A, do concelho de Vila Nova de Gaia, casado, com dois filhos e um enteado, e somente a você, a propriedade plena e exclusiva, inclusive benefícios futuros, direitos, reivindicações e outros títulos, obrigações e vantagens no que concerne à fruta denominada laranja, juntamente com sua casca, sumo, polpa e sementes transferindo-lhe todos os direitos e vantagens necessários para espremer, morder,…

Nada.

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"Nada".

"Tudo quanto penso".

Álvaro de Campos.

Fernando Pessoa.

"Triz de Alma".

Louca politiquice.

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Absolutamente inane a avaliação à pretensa loucura de um deputado da Oposição (no caso, do PS) na Assembleia Legislativa Regional. Cúmulo dos cúmulos, o dito exame esquisofrénico é requerido por outros tantos deputados. Todos do Grupo Parlamentar do PSD/PPD, como dizem. E, como se não bastasse, ao retardador: à intervenção de ontem respondem com o requerimento de hoje, e sem que, após aquela, se lhes tenha ouvido pio. Notoriamente nem ao respeito se dão.Foto daqui.

Sugestões e apostas.

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Uma dúvida existencial: qual das fotografias melhor retrata as, agora famosas (vd. na imprensa escrita o DN e o JM), casinhas? Recolhe-se sugestões e apostas. Sem querer influenciar, parece que é a luminosidade da primeira.
PS - A comparação das duas notícias é um bom exercício.

Um terço, ou quase um terço.

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A ler. "Cinquenta mil já foram expropriados". Reportagem hoje no DN, assinada pelo jornalista Miguel Torres Cunha. Número interessante. Representa, mais coisa menos coisa, cerca de um terço da população do desterro chamado, pomposamente, Região Autónoma da Madeira. Assim, não há regras que resistam para ninguém. Para os ditos cinquenta mil, nem para os demais que, a todo o momento, ainda são expropriados pela fúria do "desenvolvimento" da elite do "povo superior". É melhor, para quem seja católico, pegar num terço e rezar ou, pelo menos, fingir. Foto daqui.

Eu.

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No "Triz de Alma", a sua justificação. Em "Eu."
Já no folhetim "De Água Perdida", o requerimento a solicitar informação não procedimental., em vista a instauração de acção administrativa especial. E o despacho do Tribunal Administrativo e Fiscal do Funchal de 17-1-2006.

Triz de Alma

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A poesia das coisas e de coisa nenhuma é a essência do DIRECTRIZ.Sem ela nada se justifica ou é justificável, nem mesmo a sua curta existência. Mas porque a beleza e a estética do seu éter não se compadece com tais incursões, optou-se por criar uma sua parte angular: o novo "Triz de Alma". Onde, pé ante pé, tentar-se-á dar voz às simples coisas e às coisas simples. Com um ou outro link aqui, na casa mãe. PS - As regras de funcionamento do "Triz de Alma" são as do DIRECTRIZ (vd. post Umbigo).

Urgente.

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Urge. Sem mais.

"Solta-se um vento impossível,
as cores morrem ao entardecer.
Inevitável,
o poeta , aprende o sortilégio
que emana o céu:
Tudo tem explicação noutro poente.
Urge encontrar o poema."
Constantino Alves
Foto aqui.

Carrocel.

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"Entendo, como um carrocel,
Giro em meu torno sem me achar...
(Vou escrever isto num papel
Para ninguém me acreditar...)"
Fernando Pessoa
Foto aqui.