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Não seja escravo, nem de si.

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    O Ser pode e deve ter sempre Consciência de Si mesmo. Do que É. De quem Ama, no seu amâgo essencial, e do que gosta, na sua periferia existencial. Do que quer, no alto da sua Vontade, forjada na sua determinação férrea. O Ser pode e deve ter tudo isso: em responsabilidade última e inalienável para consigo mesmo, a todo o tempo, a todo o momento, aqui e agora.   Já não lhe é lícito, jamais, ser seu próprio escravo, porque anulação de si mesmo numa redoma que não respira, não aceita o devir e que se desvanece.  

raiar

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    Certas Luzes - muito raras e muito simples - são aquilo que são. E fazem o que são: iluminam. Simplesmente, limitam-se a iluminar e, dando, a trazer a cor das estrelas à escuridão. Num sorriso, num olhar, num gesto, num brilho ou num arrepio involuntário. É a incomesura destes gestos que as revelam, as manifestam. E se as reconhece, para conforto e sossego último, que não tem já nome; só um avolumar que transforma um amanhecer num raiar e um gotejo num oceano.  
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    " Por exemplo, se vieres às quatro horas, às três, já eu começo a estar feliz ."   in "Principezinho", Saint-Exupéry  

só a testemunha pode realmente dançar.

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"Sim! Efectivamente, só uma consciência que testemunha pode realmente cantar, dançar e saborear a vida. Pode parecer um paradoxo - e é! -, mas tudo o que é verdadeiro é sempre paradoxal. Lembre-se: se a verdade não for paradoxal, então nem sequer é verdade, será outra coisa qualquer. O paradoxo é uma qualidade fundamental e intrínseca da verdade. Deixe-o afundar no seu coração para sempre; a verdade enquanto tal é paradoxal.   Embora todos os paradoxos não sejam verdade, todas as verdades são paradoxos. A verdade tem de ser um paradoxo, porque tem de ser bipolar, com o polo negativo e o positivo, sendo no entanto uma transcendência. Tem de ser vida e morte, e mais. Com "mais" quero dizer a transcendência de ambos - ambos e ambos não. A verdade é o paradoxo supremo.   Quando habita a mente, como pode cantar? A mente cria infelicidade; da infelicidade não pode resultar canção. Quando habita a mente, como pode dançar. Sim, pode representar determinados gestos...

anular-se

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    Amar é, no essencial, aceitar-se a si mesmo. Toda a fuga, guerra e luta (interna e externa, consciente ou inconsciente) que lhe é inerente e consequente (consigo, com os outros, com tudo e até com a sua alma ou com as pedras da calçada) é, antes de mais e antes de tudo, uma não aceitação. Até porque nenhum ser pode dar genuinamente o que não tem, o que não sente ou o que não É. Quando assim alguém tenta - e é o que mais se vê e assiste! - nenhum acto existencial genuíno ou verdadeiro de dar realiza e materializa. Aí limita-se irresponsavelmente a anular-se. E esse é um direito que, de forma simples, não lhe assiste.  
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ame.

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    Ame. Limite-se simplesmente a amar no incondicional, a si mesmo, ao outro, a tudo o que a existência nos oferece, simplesmente por oferecer. Ame. Limite-se a sentir, a aceitar e a ser, a cada instante, de forma total e  integral. Não julgue seja o que for. Dê o amor que nutre e que o alimenta o melhor que sabe e faça-o mais loucamente que sente, o mais genuinamente e natural que possa. Surpreeenda-se a surpreender. Não desconsidere, não desvalorize nem menospreze a Luz do Amor de outro Ser para consigo. Não cometa essa injustiça e desamor a quem o ama, muitas das vezes bem mais que você próprio. Pode estar aí a tábua de salvação, ainda encoberta no lodo do lamaçal, escondida no quarto minguante da Lua que se não revela ou na nuvem cerrada que parece desviar o raio de Sol.  

amor ou ódio? simples.

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  Afinal, tudo se resume de forma espantosamente simples: ou és um ser de Amor ou és um ser de Ódio. Ou optas por exalar Amor ou por exalar Ódio. Ou optas por ser um instrumento do primeiro ou por ser um instrumento do segundo. Não existem outras opções ou alternativas. Esta é a questão primeira que todo o Ser deve colocar-se a si mesmo. Tudo o mais é sua consequência, efeito ou decorrência porque ou existe Amor e o Ódio inexiste ou existe este e aquele esfuma-se. Bem simples, portanto.  

atreva-se

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Que não reste dúvida alguma: cada Ser, na sua infinita complexidade e singularidade, é o único, o exclusivo, o primeiro e o ultimo responsável pelo seu próprio sofrimento, muito em especial por aquele que o destrói e aniquila. Portanto, cada um é responsável pelo seu próprio estado, na exacta medida da sua Responsabilidade, Consciência e Liberdade. Tenha a coragem - rara, ardúa e exigente - de ser livre, ser responsável por essa sua liberdade inalienável e seja dela plena e totalmente consciente. Ame incondicionalmente. Nada o destruirá, pois o amor é absolutamente terapêutico. Atreva-se simplesmente a Amar e ser consequente com esse Amor em todo o seu Ser. Nada mais lhe pode ser pedido nem mais lhe é exigido para ser feliz, pleno e total. * Por prevenção, não se iluda nem desiluda, pois ilude-se quem vive em ilusão e desilude-se quem nela está mergulhado. Não desperdice o único bem que tem para viver e ser o que é: o s...

existencial

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    "Para que se conhecer a existência, tem de ser existencial. E você não é existencial, vive de pensamentos. Vive no passado, no futuro, mas nunca no aqui e agora. E a existência é precisamente aqui e agora. (...) Pensa que vive, mas não vive. Pensa que ama, mas não ama. Apenas pensa no amor, pensa na vida, pensa na existência, e esse pensar em si é a questão, esse pensar é uma barreira. Abandone todos os pensamentos e verá. Não achará uma única pergunta; só a resposta existe." - Osho, "Intimidade".

na compaixão

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" No amor há gratidão, há uma profunda gratidão. Sabemos que o outro não é uma coisa. Sabemos que o outro tem uma grandeza, uma alma, uma individualidade. No amor damos ao outro liberdade total. É óbvio que damos e recebemos; é uma relação de dar e receber, mas com respeito. O sexo é uma relação de dar e receber, mas sem respeito. Na compaixão simplesmente damos. Na nossa mente não ha qualquer expectativa de receber nada, simplismente partilhamos. Não é que não recebamos nada! Recebemo-lo de volta multiplicado por um milhão, mas é acidental, é uma consequência natural. Não estamos a pensar em recebê-lo ". Osho, "compaixão".

sê livre.

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" A vida mantem um equilíbrio entre os polos opostos. Por isso, só alguém que esteja pronto para aceitar a responsabilidade de ser ele mesmo, com todas as suas belezas, amarguras, alegrias e agonias, pode ser livre. Só uma pessoa assim pode ser livre. A vida em toda a sua agonia e todo o seu êxtase - ambos são seus. E lembre-se sempre: o êxtase não pode viver sem a agonia, a vida não pode existir sem a morte e a alegria não pode existir sem a tristeza. É assim que as coisas são - não há nada a fazer quanto a isso. É esta a própria natureza, o verdadeiro Tao das coisas. Aceite a responsabilidade de ser você mesmo, tal como é, com tudo o que tem de bom e de tudo que tem de mau, com tudo o que é belo e que não é belo. Com essa aceitação dá-se uma transcendência e o individuo torna-se livre ". OSHO, in "Liberdade".  

seja, sendo.

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Já aqui disse e agora reitero: TUDO o que se manifesta e revela na EXISTENCIA tem um firme propósito, dotado de inteligência em si mesma, ordenado a fins maiores e comungando da natureza intrinseca dessa mesma existência. Basta-se, na singeleza e pureza do que É, em simplesmente SER! Por isso, seja simplesmente o que É, sempre sentindo. Seja-o na sua totalidade, plenitude, integralidade. Seja-o no amor, compaixão e abnegação incondicionais.Surpreender-se-á, no seu estar só, com a indescritível beleza e encanto do teu Ser, mescla de estrelas e cores que se quer te revelar e do qual foges.

incondicional

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Amar no incondicional é sempre um acto de Liberdade e de Aceitação. É sempre um acto de dar e dar-se, e aceitar em comunhão e de coração aberto, sem condição alguma. Que se realiza só nesse acto, sem nada em troca porque não é mercantil. É ontico! Nunca deve ser, porque É simplesmente. E realiza-se na plenitude de cada acto de liberdade, de doação e de aceitação. Jamais é ou pode ser carcere. Jamais é ou pode ser apossamento - o Ser jamais será uma "coisa" e muito menos apropriável. Jamais amar no incondicional será ou pode ser escravidão, receber sem antes dar, exigir ou impôr ou qualquer vil acto de posse ou de limitação da Liberdade individual alheia. Como jamais pode ser " anelares dourados ", quaisquer contratos ou outros estados de negação. Quem assim pensa, age e actua, de qualquer forma ou feitio, jamais ama, a começar pelo próprio. E jamais ama outrem. Limita-se simplesmente a escravizar-se e a escravizar!
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A dualidade é, e deve ser, uma ilusão, pelo menos mental, que deve ser sempre consciente. A unidade é Una e uma só. Ela mescla-se, à boa maneira taoista, de amor e aceitação incondicionais, quais faces simétricas da mesma e única moeda. Mesmo que, no limiar, uma parte do Ser se desvaneça às mãos da segunda (a aceitação) sem que o primeiro (o amor) saiba ou possa confortar.

em plenitude

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A demanda universal e individual de cada Ser é simplesmente a de que cada um seja o que É. Mesmo que conscientemente não saiba o que é. Sem virtualidades, sem dualidades, sem máscaras, sem renúncias a ser, sem artificialidades ou outros quejandos, em voga. Descortinando, sempre e  ad continuum, a essência da aparência, o essencial do acessório, o relevante do fútil. Só assim pode o Ser ir sendo, em correspondência àquilo que É. E realizando-se, em plenitude.

humanidade

« Recordemos que o ódio, a inveja, a soberba envenenam a vida. Quero com isto dizer que devemos vigiar os nossos sentimentos, o nosso coração, porque é ali que estão as nossas intenções, aquelas que constroem e aquelas que destroem. Não devemos ter medo da bondade, nem da ternura » - Papa Francisco, hoje. Não, não é religião, muito menos católica, apóstólica romana. É muito mais, mais simples e universal: é simplesmente humanidade.

uma e outras

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Só o acto, libertador, do sofrimento é gerador de dúvidas, de luz, perante uma falsa verdade. E de certezas perante dúvidas. Por isso, sofre utilmente, só na medida do necessário para teres certezas e dúvidas verdadeiras. E sê pleno e feliz com elas. Umas e outras.  

Interesse público

Interesse público da RTP Madeira , de 19.1.2011.

... :)

Atrevi-me, em aproximação. E afianço: pelo menos eu, gostei. De compor e degustar: entrada -  pimentos padrão e cogumelos; prato - filete de truta salmonada (acompanhado com legumes salteados e arroz integral), e regado com vinhos jovens do Dão; sobremesa - pêra com Porto. Aos comensais, o sorriso do meu palato.