Serralves.


Entrei no Restaurante, já passava das 14.00 horas. Simpaticamente, pediram para aguardar que me fosse indicada mesa. 30 segundos depois uma cara de suave perfil ma indicou, na esplanada, ao sol e à brisa, como pedi. E para lá fui, onde me sentei.

Acto contínuo abri a pasta para guardar a máquina e trazer à tona a carteira. Qual esgar, que me apagou todo o apetite e avolumou um gélido sentir, ela - a carteira - havia desaparecido. Seguramente entre o "põe e tira" das objectivas ou entre a mudança de cartões de memória. Assaltou-me a inevitabilidade de, postergando o almoço, ter de palmilhar todos os inúmeros trajectos que fiz com a Nikon em punho e a obturar. Dúvidas levantaram-me se poderia reconstituir, pé a pé, por onde estive. E se mesmo poderia "achar", em especial, os meus documentos.

Nestas certezas e incertezas - mais estas - levantei-me, mudo, quedo e apreensivo, e dirigi-me à recepção, pensei por mero descargo de consciência. Perguntei e obtive por resposta pronta que "Recebi um email a dizer que foi encontrada uma carteira. Deve ir ao sítio x". Estupefacto, e já a sorrir, lá fui, dizendo ainda que seguramente já poderia almoçar. Voltei a perguntar e quem me atendeu explicou: "Não está cá, nos perdidos e achados. Está na casa rosa. Deve lá ir, falar com o segurança. Só ao fim do dia, vem para cá".

Voltei a agradecer. E fiz-me em direcção da casa rosa, encontrei o segurança, dizendo que ia buscar a carteira que havia perdido. Pediu-me um momento - para fazer um trajecto de 10 metros - porque era o Colega que tinha tomado esse assunto. De imediato, veio este a perguntar se era o Sr. Rogério. Dirigiu-se a um balcao, entregou-ma, perguntando se faltava alguma coisa. Vi e estava.

5/10 minutos depois estava novamente a sentar-me na minha mesa no Restaurante. E a almoçar. E a pensar para mim que num dia com milhares de pessoas presentes e em transito, num parque enorme, coisas há que estranha e inesperadamente funcionam.
Felizmente foi assim hoje na Fundação de Serralves. Um ex libris da cidade do Porto. A visitar sempre, necessariamente.

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