Triste consequência.

A recente discussão em torno de uma proposta PSD na Assembleia Legislativa Regional para pagar um estudo sobre o urbanismo regional - por causa dos pobrezinhos que com 300 metros que não podem construir por causa dos pdm's, como disse um deputado!!! - e, bem assim, a adaptação à Região do Decreto-Lei nº 555/99, de 16 de Dezembro, são sintomas.
Sintomas que, de uma autonomia de facto - assente essencialmente numa adminsitração pública ilegal, cacicada e à margem de qualquer ideia de estado de direito, como tivemos até hoje - passar-se-á, a breve trecho, para uma autonomia de direito. Ou aparentemente de direito. Com regras à medida do coiro, das necessidades, das expectativas, das conveniências e dos interesses instalados, que convém perpetuar ad eternum et ad nauseam.
Só os ignaros, incompetentes e os incautos não dão ou não querem dar conta e, portanto, não valorizam. Só aí perceberão quão bem fazem a sua prática política e como andaram em 2004 com revisão constitucional, ao ter dado de, de bandeja dourada, a faca e o queijo ao poder político regional para, querendo, esquartejar a legislação nacional. Sem dó nem piedade e tudo em nome de coisa nenhuma. E, assim, constituir, quase sem limites, um estado legislativo dentro do Estado.
Não estranhem, pois, que ele começe a cortar a seu bel prazer. Quando tal começar a acontecer, verão os tolos do sistema e do politicamente correcto - de cá e de lá - que só cavaram a sua sepultura política. E aprenderão o que é consequência.

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