Coisas que matam.

Há daquelas coisas que matam!
E, agora que já foram todos à bulha, não se pode deixar passar em claro: três ou quatro dias antes das eleições um trabalhador terá sido literalmente palmilhado por um cilindro numa obra do regime. Executada à pressa da inauguração oficial e das eleições.
Pelo que se ouve e a ser verdade, o trabalhador lá palmilhado ficou: com uns centímetros de alcatrão por cima. Porque nem a obra terá parado para remover o desafortunado - tanto era a urgência em acabá-la -, nem a Inspecção do Trabalho com isso se importou, como nem tão pouco o Ministério Público e polícias se deram ao luxo de determinar que as obras parassem para investigar as razões da morte.
Cúmulo dos cúmulos e desfaçatez sem limites, na inauguração oficial foi observado um minuto de silêncio em sua memória e terá sido feito ver que ninguém se aproveitasse daquele facto.
A ser verdade, este colegial e inqualificável despudor não merece qualificativos. Merece - a merecer alguma coisa- repúdio e asco.

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