Como sabes.

Dele, moi même, para eu. Também moi même. Em surdina e surdamente:

- Bolas, pá! Não esperava aquilo... esperava outra coisa, sei lá. outra coisa...
- Mas esperavas o quê? Sim o quê? Ou será que não tens bom senso e sensatez?
- Sei lá... outra... outrinha...
- Nunca aprendes mesmo!!! Já te disse - mas só persistes e persistes inutilmente - que não podes, não deves nem tens de esperar nada. Ouviste? Nada!!! Porque é só isso que podes alguma vez esperar. De mim, de ti ou de quem fôr. Ouviste agora, ou não? É preciso berrar-te?
- ...mas... não me entendes, pá! Queria uma coisinha assim...
- Mau!... És surdo ou quê? Já te disse que nada podes esperar! Nem assim nem doutro jeito qualquer. Rien! Nada! Niente! Para quê? Para andares assim? É?
- Tá bem... Tens sempre razão. Mas assim não consigo sequer sorrir ... e olhar....
- Mas tens que sorrir? Só podes sorrir deles. Nunca com eles. Nem contigo. Nunca me ouves, nunca me ouves! Já estou tanto cansado de ti, pá, que ja me canso de mim...
- Eu também. Já estou cansado. De ti! Nem penses que não. Agora, de mim? Já nasci cansado... como, há muito, sabes.

Comentários

Claudia Perotti disse…
Enquanto só cansamos dos outros está tudo bem, mas quando o cansaço nos alcança o negócio é jogar tudo para o alto e mudar radicalmente.

Beijinhossss
Su disse…
cansaço...ele mesmo

de qq modo podes crer....só podes rir de ti-------


jocas maradas
Vá, força!... enquanto esse diálogo interno durar, muita coisa vai ser criada!... ;)
Abraço!

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