À sombra da bananeira.

A revista da semana de ontem, da autoria do jornalista Emanuel Silva do DN, diz tudo. E revela, uma vez mais, aquilo que, aqui (vd. anterior post "Haja Vergonha") e noutras sedes, temos vindo a evidenciar: não é por falta de direitos que o cidadão não exerce a sua cidadania na sua plenitude e não controla, uma a uma, as decisões da Administração Pública.
É, parece-nos, questão de consequência, de frontalidade e de verticalidade ou de falta dela. Talvez aqui se encontre a resposta adequada para a permanente veborreia inútil com que nos pressenteiam aqueles que, nunca por nunca, sonharam descer à realidade e, em razão desta, agir. E que se escondem atrás de balofas, supérfulas e inócuas palavras.
O que, como podemos constatar pela infeliz intervenção do Director Regional do Ambiente nesta semana a propósito dos aterros ilegais (vd. post "O Sol e a peneira"), contagia a ineficiente e desplicente administração pública. Também aqui, ainda pensam que rende juros as "bacoradas" do costume para que o "pagode" possa engolir e obedientemente calar. E sirva de demonstração da sua competência.
Triste gente enganada. Não sabem nem sonham que nada disto é - ou pode - ser assim. Como, de resto, a realidade, dura e implacável como sempre, lhes tem vindo e, seguramente, continuará a demonstrar.

PS - Quanto ao hotel na ribeira de São Jorge, só resta perguntar: andam todos desaparecidos? As ruínas estão inventariadas ou classificadas? Alguém - sim, alguém - requereu a sua inventariação ou classificação? Ou estarão a dormir à sombra da bananeira? Foto daqui.

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